Pegue o celular. É por ele que esta aula acontece.

Sem internet? Fica tudo por voto de mão levantada — o grupo conta.

Você está dentro. Deixe esta aba aberta: as perguntas aparecem aqui, e a legislação completa fica no fim. A qualquer momento, mande sua dúvida na barra de baixo — ela chega anônima na tela.

Na sua vida escolar, quilombo apareceu como o quê?

Ninguém vê quem respondeu o quê — na tela só aparece a contagem.

Educação quilombola não é o que a escola leva até a comunidade. É o que a comunidade já produz.

  • Definição e origem
    Saberes, conhecimentos e experiências produzidos, socializados e reinventados pelas próprias comunidades quilombolas.
  • O que muda na escola
    Para atender à multidiversidade desses sujeitos, a escola precisa incorporar a relação direta com o território e com os saberes da ancestralidade.
  • A consequência
    Educação escolar quilombola é a apropriação desses saberes pela escola — não a substituição deles pelo currículo de fora.

O direito à terra vem antes. O direito à escola vem atrás dele.

Como a educação quilombola chegou até aqui

Depois do vídeo: qual etapa dessa trajetória você nunca tinha ouvido falar na escola?

A lei existe desde 2012. E as escolas, cresceram?

1.253 escolas quilombolas em 2007, 2.526 em 2020 — o número dobrou. O estudo que levanta esses dados avisa no mesmo trecho: quantidade de escolas não é parâmetro de avaliação. Sem qualidade de ensino, participação da comunidade e cultura dentro do currículo, dobrar o número não dobra o direito.

Soares, Rodrigues, Antunes e Nogueira (2024), com dados do Censo da Educação Básica — INEP/MEC.

O Brasil tem 5.568 municípios. Em quantos existe população quilombola?

média da turma
1.696número real
05.568 municípios

Quase um em cada três municípios do país. Salvador é a segunda cidade em número absoluto de quilombolas, com 15.897 pessoas — a rede urbana também está sob a norma.

Até 2022, o Brasil não sabia quantos quilombolas tinha

Pergunte à turma antes de virar cada carta.

Resolução CNE/CEB nº 8/2012: seis exigências que mudam a rotina da escola

  • Pedagogia própria
    Respeito à especificidade étnico-racial e cultural de cada comunidade. Não é adaptar o currículo urbano: é partir de outro lugar.
  • Docente com formação específica
    Formação inicial e continuada voltada à realidade quilombola, com material didático produzido no contexto.
  • O trabalho como princípio educativo
    A roça, o ofício e o fazer da comunidade entram como conteúdo, não como ilustração.
  • Tempos e espaços próprios de aprender
    Reconhecimento dos lugares e dos ciclos em que crianças, jovens e idosos quilombolas se educam — calendário inclusive.
  • A língua da comunidade dentro da sala
    Uso da Língua Portuguesa em diálogo com as línguas locais: falares, variedades e línguas crioulas entram como patrimônio, não como erro a corrigir.
  • Vale também fora do território
    A norma alcança as escolas que recebem estudantes quilombolas longe de suas comunidades. É aqui que a rede urbana descobre que a lei é com ela.

Antes do play: anote uma cena que contraria alguma das cinco exigências

Depois do vídeo: o que você anotou? Vamos comparar com a lista do próximo slide.

Clique em cada exigência para ver o que acontece na prática

o que a lei garante o que a escola entrega

Uma escola urbana de Brasília recebe 12 estudantes vindos de um território quilombola. A Resolução 8/2012 se aplica a ela?

Ninguém vê quem respondeu o quê — na tela só aparece a contagem.

Sim. A modalidade vale nas escolas quilombolas e nas que recebem estudantes oriundos de territórios quilombolas, atravessando toda a Educação Básica, mais EJA, Educação Especial, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e EaD.

Uma palavra: o que você leva daqui?

Três perguntas para levar para o estágio

  • O PPP da escola cita a comunidade pelo nome?
    Ou fala de "diversidade" sem endereço.
  • Quem foi consultado antes de decidir o calendário?
    Consulta prévia não é reunião de informe.
  • O material mostra quilombo vivo ou quilombo extinto?
    Passado é conteúdo. Presente é reconhecimento.

A legislação completa está na próxima tela — ela fica com você.A legislação completa já está no celular de quem entrou.

Para explorar depois

  • CF/88, art. 68 do ADCT
    Direito das comunidades remanescentes de quilombo à titulação do território.
  • Decreto nº 4.887/2003
    Identificação, reconhecimento e titulação dos territórios.
  • Convenção 169 da OIT — Decreto nº 10.088/2019
    Autoidentificação e consulta prévia, livre e informada.
  • Lei nº 10.639/2003 e Lei nº 11.645/2008 — LDB, art. 26-A
    História e cultura afro-brasileira e indígena no currículo.
  • Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004
    Diretrizes para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
  • Lei nº 12.288/2010
    Estatuto da Igualdade Racial, capítulo da educação.
  • Parecer CNE/CEB nº 16/2012 + Resolução CNE/CEB nº 8/2012
    O núcleo: as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola.
  • Lei nº 14.113/2020
    FUNDEB, com ponderação específica para escola quilombola.
  • Lei nº 15.388/2026
    Novo PNE (2026–2036), com objetivo próprio para educação escolar indígena, do campo e quilombola.
  • Soares, Rodrigues, Antunes e Nogueira (2024)
    "Desafios e perspectivas da Educação Escolar Quilombola no Brasil", Revista Território e Cidadania, n. 3, v. 1, e3604. De onde vem o dado das escolas.
  • Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL)
    Reconhece falares de comunidades remanescentes de quilombos e línguas crioulas como patrimônio a documentar e valorizar.
  • Portaria MEC nº 470, de 14/05/2024 — PNEERQ
    Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola.
  • Declaração e Plano de Ação de Durban (2001)
    III Conferência Mundial contra o Racismo, assinada pelo Brasil.
  • Censo Demográfico 2022 — IBGE
    Primeiro levantamento oficial da população quilombola do país.

Documento de ensaio — não é projetado

Roteiro e mapa de interação

Cada bloco tem um dono. Quem não fala opera a tela, lê a sala ou acompanha as dúvidas (tecla P).

Sistema de cor e de movimento

DendêSó ação do público: entrar, votar, chutar, mandar palavra.
Verde roçaSó o que a lei garante.
Ocre de cerradoSó o que a escola entrega. A barra do par vira ocre ao ser clicada.
MovimentoNada anima sozinho. Cada efeito responde a um evento real: voto que chegou, carta virada, palavra enviada.
ProibidoPadrão africano decorativo, verde-amarelo-vermelho, imagem de corrente. A apresentação acusa a folclorização — não pode cometê-la no slide.

Mapa de interação

Celular5 entradas: entrar, enquete, chute, caso, palavra final. Mais a barra de dúvida anônima, aberta o tempo todo.
TelaRevelação no clique: anos, cartas com contagem crescente, pares que mudam de cor.
Vídeo2 entradas, cada uma com tarefa antes do play e pergunta depois.
Voz da turmaResposta falada antes de cada carta e depois de cada vídeo.
RitmoParticipação → exposição → participação. Nenhum bloco expositivo passa de 4 min.

Falas dos marcos

O que está na tela é a frase curta. Isto aqui é o que se diz em voz alta — não leia o slide.

Divisão de fala

Como está, o roteiro pede 24,5 min. Para caber em 20: corte o vídeo 2 e as curiosidades do Censo, e reduza norma × prática a três pares. Não corte o conceito, a Resolução 8/2012, o caso final nem a nuvem.

Acompanhe a tela. Quando chegar a sua vez, a pergunta aparece aqui sozinha — você não precisa procurar nada. A dúvida anônima pode ser enviada a qualquer momento, no balão do canto.